Campeão incontestável



A duas corridas do final da temporada 2018 de F-1, Lewis Hamilton ratifica a sua posição de melhor piloto de sua geração. Entre os fãs do esporte que adoram criar ranking dos melhores pilotos da história não existe mais a possibilidade de desconsiderar o nome do piloto britânico. Também parece inquestionável que essa tenha sido a sua melhor temporada.

Hamilton mostrou a sua versão mais competitiva e foi capaz de retirar a melhor performance do carro, mesmo em contextos da disputa em que não tinha o melhor carro. Muitos irão apontar os vacilos de Sebastian Vettel como fator preponderante para o título de seu rival, entretanto, não podemos esquecer que a pressão que o alemão teve que lidar foi imposto pelo rendimento quase sempre impecável do piloto da Mercedes.

Como em 2017, o ano foi marcado por uma primeira parte de domínio de Vettel e uma virada de performance de Lewis que quase sempre lutou contra o melhor carro da Ferrari e até mesmo da Red Bull. Para os fãs do esporte foi muito bom ver corridas em que três equipes disputavam as vitórias, embora ainda tenhamos que assistir algumas corridas bem monótonas.

Na opinião do lendário piloto Jackie Stewart, a temporada botou a prova a capacidade de Vetel se superar e mostrar que o auge da sua performance não tenha ficado para trás. Além disso, mostrou um Hamilton em franca evolução e capaz de bater os recordes de vitórias e títulos de Schumacher. O inglês alcançou a marca de 71 vitórias na corrida do Japão, contra 91 vitórias alcançadas pelo alemão. Desse total, 50 vitórias foram alcançadas na Mercedes, o que demonstra o tamanho do sucesso da união entre os dois.

Além da performance acima de qualquer suspeita de Hamilton, o ano apresentou a volta de um Kimi Raikkonen muito competitivo e capaz de vencer corridas, o que deve ser suficiente para garantir o campeonato de construtores para a Ferrari. Também mostrou ao mundo um Max Verstappen com a cabeça mais no lugar e cada vez mais rápido e arrojado.

Entre os estreantes, vale ressaltar as performances de Pierre Gasly (futuro companheiro de Max), mas, especialmente do monegasco Charles Le Clerc, que fez com que a Sauber saísse do final do pelotão e subisse vários degraus. Sua performance tem sido bastante elogiada entre os profissionais da categoria, entre eles Nico Rosberg e Felipe Massa.

Mas não acabou, senhoras e senhores! Ainda teremos o grande prêmio de Fórmula 1 em Interlagos e, apesar do título de Hamilton ratificado, ainda teremos a decisão do título de construtores. A coluna irá acompanhar in loco e trará para o leitor a impressão do evento. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

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