O futuro do Automobilismo Brasileiro!

Para os amantes da velocidade, o ano de 2018 é marcado pela falta de um piloto tupiniquim no grid da formúla 1. Isso não é pouco ao verificar que desde 1970 isso não ocorria. Naquele ano, Emerson Fittipaldi, guiando uma Lotus de Collin Chapman,  estreou com um oitavo lugar em Brands Hatch. A partir dali, sempre houve um piloto brasileiro representando o país na principal categoria do automobilismo mundial.


Tal situação abriu os olhos dos aficcionados pelo esporte para a situação das “divisões de base” no Brasil. Felipe Massa, em entrevista ao Programa Conversa com Bial, disse que não vê surgir, no curto prazo, um nome competitivo para entrar no circo da F-1. Embora indique o nome de Caio Collet de 16 anos, assessorado pelo seu empresário Nicolas Todt, como um bom nome para se fazer apostas. O piloto que é uma das grandes revelações do kartismo nacional, vem liderando a temporada 2018 da F-4 francesa e já desperta o interesses de outras grandes categorias.

Apesar do panorama pessimista pintado por Massa, alguns nomes vêm se destacando em diversas categorias. Na tradicional fórmula Indy. Matheus Leist, com bons resultados em categorias de acesso, conseguiu fechar contrato com a A. J. Foyt, ao lado do veterano Tony Kanaan. Pietro Fittipaldi também vêm dando os primeiros passos na maior categoria de monoposto norte-americana. Os resultados ainda são tímidos, apesar dos dois não contarem com equipamentos e carros competitivos.

Em categorias de acesso a Fórmula 1, destaque-se o segundo ano de Sérgio Sette Camâra na F-2. Agora pilotando para a Carlim,  uma equipe bastante competitiva, sendo companheiro da revelação britânica Lando Norris. O britânico acaba de fechar contrato com a Mclaren para o ano de 2019.  Após um bom ínicio de temporada marcando importantes pontos, Sérgio lesionou a mão em forte acidente no classificatório do GP de Mônaco, fato este que o tirou do GP e prejudicou na disputa pelo campeonato. Porém, na segunda parte do campeonato, o piloto mineiro pode mostrar talento em algumas oportunidades e agora luta para ficar com a quarta posição no campeonato,o que lhe garantiria a super licença (exigência para entrar na F-1).

Já na GP3-series, que ano que vem se chamará F3 e será preliminar para as corridas de F-1 na europa, o destaque vai para Pedro Piquet. Em seu primeiro ano na categoria vem conseguindo resultados convincentes. No último grande prêmio de Monza teve atuação bastante elogiada, após disputa emocionante com o também filho de ex-piloto Giuliano Alesi, o brasiliense conquistou sua segunda vitória no campeonato. O pai, o tricampeão Nelson Piquet, não vê pressa para o filho chegar a fórmula 1 e entende que é preciso acumular bagagem e chegar pronto quando aparecer a oportunidade.

Em tempos de pouco investimento e crise econômica global, a tarefa de chegar a categoria máxima do automobilismo só pelo talento continua muito complicada. Mas a paixão que os brasileiros demonstram pela velocidade parece ser o suficiente para que o elo com a F-1 não seja quebrado. O que nos resta é torcer!!!!

Por Vinícius Campos Freitas

Comentários

  1. E pilotos que já tiveram passagem pela Fórmula 1? Já tiveram a chance de suas vidas? O Cavala não passa arreado duas vezes? Ou existe a possibilidade?

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  2. Infelizmente o que conta hoje é dinheiro e não talento. Isso dificulta a oportunidade de um brasileiro na F1, já que os possíveis investidores do Brasil não veem a modalidade como prioridade.

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