
O jogo único nos diversos campos de nosso país
continental proporcionam a chance da vida para equipes de expressão regional.
Já dizia o ditado; “em 90 minutos tudo pode acontecer”, vide algumas vitórias
de brasileiros no mundial interclubes neste século. Para os menores clubes, a
premiação de 600 mil reais por passarem da primeira fase representa um grande
incentivo, proporcionado pelas cifras astronômicas da atual Copa do Brasil. O
novo formato da copa mais democrática do país trouxe, ao meu ver, um novo
tempero para o tradicional mata-mata. Teve até dirigente oferecendo uma parcela
do dinheiro arrecadado, caso a vitória se consolidasse, para a torcida encher o
estádio.
Fluminense, Atlético Paranaense, Ceará, Paraná, São Paulo,
Sport e Internacional (todos na série A) passaram por apuros em seus
respectivos confrontos diante de equipes de menor expressão no cenário
brasileiro. O destaque negativo para os empates do Colorado, do Furacão e do
Galo mineiro. O Coritiba salvou-se no apagar das luzes também, porém, os
coxa-branca não passam mesmo por uma boa fase desde a queda no brasileirão do
ano passado. O Botafogo foi o único grande eliminado nesta fase, porém não
seria surpresa se outros caíssem como o Glorioso Carioca. Já o rubro-negro
baiano passou tranquilamente pelo Globo com mais uma boa atuação de Denílson.
O Atlético acreano e a Caldense foram os destaques
positivos, pois o empenho, a velocidade e o vigor físico de ambas as equipes
causou pânico em alguns momentos do jogo para o Flu e para o Galo. Dois
jogadores chamaram a minha atenção nestes jogos; a veterana (como é chamada a
tradicional e modesta equipe mineira da Caldense, por onde Casa-Grande jogou)
tem Feijão, um lateral-direito veloz e participativo, que frequentemente apoia
a construção das jogadas. Polaco, com passagem pela base do Santos, o veloz
camisa 11 carimbou a trave de Vitor e por pouco não deixou o dele e o da classificação.
Em suma, ainda é muito cedo para avaliar as equipes
da série a. O tempo curto de pré-temporada explica muita coisa, mas não pode
ser usado como desculpa inquestionável. O efeito da nova regra e dos novos
valores da Copa do Brasil elevou a competividade da competição nesta primeira
fase.
Matheus Marinho
Estudante de Sociologia, peladeiro profissional e cronista esportivo nas horas vagas.
Estudante de Sociologia, peladeiro profissional e cronista esportivo nas horas vagas.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMito das crônicas!!! #semclubismo
ResponderExcluirEsse é galo
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